 GTs apresentam seus trabalhos sobre as dimensões da cultura. O imaginário, a arte e a cultura. Esses foram os três conceitos aprofundados pelos participantes do Ponto de Cultura do Grande Bom Jardim, no sábado, 15 de novembro. A oficina, realizado no auditório do shopping Bom Mix, contou com a animação do jornalista e especialista em Teoria da Comunicação e da Imagem, Elizeu de Sousa.
Essa foi a primeira oficina do Módulo Cultura e Cidadania do “Ciclo 1: Conceituação, Empoderamento e Produção de Saberes” do projeto de Mobilização e Difusão Cultural da Periferia. Durante a oficina os participantes se organizaram em quatro grupos de trabalho (GTs) que permanecerão até o final desse ciclo de atividades.
A partir da frase “Onde houver ódio que eu leve o amor”, da oração de São Francisco, o grupo de trabalho Jardim Cultural (JC), constituído pelos jovens Darlene, Sabrina, Nayane, Rosângela, Rosana e Vilmar, abordou os valores não-materiais da cultura, citando o caso da Festa de São Francisco no bairro do Canindezinho. Segundo o grupo, o patrimônio imaterial da crença católica faz com que a festa perdure por décadas, se convertendo numa tradição para a região.
Já o GT Culturart, constituído por Deyson, Alessandra, Carlos Cesar, Janaina apresentaram um ritual exótico e fatal realizado na Índia para exemplificar a “cultura como conhecimento, idéias e crenças de um povo”. Segundo o grupo, nessa prática, as pessoas saltam de locais elevados, sacrificando sua vida numa competição em nome da pátria. Independente da veracidade, a citação foi um bom motivo para se perceber a distinção entre os traços culturais do Ocidente e do Oriente, de acordo com a abordagem de Elizeu de Sousa.
“As tradições são um conjunto ou legado de manifestações, concepções e produção de artigos e instrumentos de um povo que se perpassa no tempo e adquire dinâmica no todo cultural de um grupo humano”. Com a elaboração desse conceito, o GT Dom, explicou como as tradições contribuem para a formação da dimensão cultural da sociedade especialmente através da culinária, da dança, das lendas e da medicina popular. O GT Dom é constituído pelos jovens Luciana, Caio e Anderson.
Para o GT Jovens Ativos na Cultura (JAC), constituído por Emerson, Neto, Wilton e Lucieudo, a “cultura é como uma brincadeira de pião”. Trata-se de um movimento circular e contínuo como o pião que vai girando e traçando novos caminhos e não pode nunca parar, pois se parar encerra o movimento. Eles juntaram a essa idéia o conceito de arte como um modo de se viver e de expressar as idéias.
Na próxima oficina, na segunda, 17 de novembro, os participantes vão se debruçar sobre os conceitos de cultura e memória, a partir da análise do documentário “Olhares do Bom Jardim”, produzido por alunos do Centro Cultural do Bom Jardim, no primeiro semestre deste ano, conforme adianta Elizeu de Sousa.
Estas oficinas têm o objetivo de levar os jovens aprofundarem o conhecimento sobre conceitos que nortearam a parte central do projeto do Ponto de Cultura do Bom Jardim que é o mapeamento das reminiscências e produções socioculturais dos bairros Canindezinho, Siqueira, Bom Jardim, Granja Portugal e Granja Lisboa. O projeto é realizado pelo Centro de Defesa da Vida Hebert de Souza, com o apoio da Fundesol (Agência de Desenvolvimento Local e Socioeconomia Solidária) e o patrocínio da Secretaria de Cultura de Fortaleza (Secultfor).
Para contatos com o Ponto de Cultura do Grande Bom Jardim, enviar e-mail para culturagbj@gmail.com
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